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	<title>Bem-Estar e Cultura</title>
	<link>http://blog.institutobemestar.com.br</link>
	<description>Blog cultural do Instituto Bem-Estar</description>
	<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 10:19:13 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Diego Hipólito</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 10:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
		
		<category>Sociedade</category>

		<category>Saúde</category>

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		<description><![CDATA[Por Gustavo Bonini Castellana
Estarrecedora foi a imagem de Diego Hipólito divulgada hoje na primeira pagina da Folha de São paulo. Sua expressão de pavor e de quem, em uma experiência atroz, única, aguda, descobre o quanto o esporte pode ser cruel com o atleta.Estamos habituados às imagens que traduzem as dores do corpo: fazemos cara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Gustavo Bonini Castellana</p>
<p>Estarrecedora foi a imagem de Diego Hipólito divulgada hoje na primeira pagina da Folha de São paulo. Sua expressão de pavor e de quem, em uma experiência atroz, única, aguda, descobre o quanto o esporte pode ser cruel com o atleta.Estamos habituados às imagens que traduzem as dores do corpo: fazemos cara feia ao ver a lesão do Michael do Santos, do atleta do halterofilismo nas olimpíadas ou mesmo a clássica imagem do Ronaldinho em sua ultima lesão de joelho. Certamente, se assistirmos a estas imagens 1000 vezes, em todas elas surgira em nossa face a mesma expressão de desconforto, asco, desgosto. No entanto não estamos acostumados a ver imagens que traduzem a dor da alma. O retrato no jornal mostra Diego certamente ainda inconsciente das conseqüências diretas de sua falha. Mas sua expressão já denunciava para os expectadores o tamanho do tombo. Imagino que só depois de alguns poucos segundos, subseqüentes ao momento exato da fotografia, foi que o pensamento  &#8220;eu não acredito&#8221; passou a tomar conta de sua consciência.Segundo seu técnico, quando já a seu lado, Diego passou a repetir insistentemente a mesma frase, e na 15a vez que a pronunciou, a situação tornou-se insuportável para o própria treinador, fazendo com que se afastasse, alegando ser aquele &#8220;um momento dele&#8221;. Sim, este era um momento dele. Duro e pavoroso como nunca, e só Diego poderia dimensionar o tamanho de sua dor. Mas será esta a explicação para o afastamento do técnico?Ouve-se aqui e ali argumentos que tentam dar conta de episódio tão difícil de explicar. Poder-se-ia argumentar que essas coisas acontecem. Veja o futebol, o time toma um gol aos 45 minutos do segundo tempo e e eliminado da competição.Ou então que os brasileiros &#8220;amarelam&#8221; mesmo. Veja a Daiane dos Santos, por exemplo: não ganhou nunca em olimpíadas.Ou então que ele irá amadurecer com isso, esta era sua primeira olimpíadas e na próxima estar mais preparado.No entanto nenhum desses postulados dão conta de me consolar ao ver a retrato estampado de sua dor. Através da imagem somos convidados, ou impelidos, a compartilhar do sabor de desgosto vivido por DiegoDo mesmo modo seu técnico, cúmplice daquela dor, sentiu-a assim tão de perto que preferiu usar argumentos da mesma racionalidade inoperante para explicar sua dificuldade em estar ao lado do atleta naquele momento. Compreensível.Acredito q esta infelicidade servira sim para mostrar a Diego Hipólito, e a todos os demais esportistas, como o esporte pode ser excessivamente cruel com o atleta. Na ginástica, então, onde os movimentos São obsessivamente repetidos e planejados, o infortúnio de uma falha parece ser algo ainda menos presumivel em sua pratica. Tenha-se como parâmetro o futebol, por exemplo, onde sabe-se do momento que se entra em campo que tudo, ou qualquer coisa, pode acontecer. E é por isso um erro crucial na ginástica-em especial no ultimo movimento que antecede a medalha de ouro nas olimpíadas - me parece ainda mais cruel.Espero que Diego se recupere dessa. Ele já mostrou, ao longo de sua historia, que tem garra e coragem de sobra para se recuperar das dores do corpo - como uma uma lesão seria no tornozelo ou uma infecção por dengue a poucos dias das olimpíadas. Resta torcer para que tenha a mesma disposição para aceitar a sua falha e paulatinamente se preparar para a próxima competição. Desta vez, ciente empiricamente de que o esporte, apaixonante por mimetizar e iluminar a vida em suas historias de vitória, pode também tornar a vida excessivamente pavorosa em seus momentos de fracasso.
</p>
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		<title>Antes que o diabo saiba que você está morto</title>
		<link>http://blog.institutobemestar.com.br/2008/07/10/39/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 16:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Cinema</category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Que você esteja no paraíso em meia hora&#8230; antes que o diabo saiba que você está morto.&#8221;
A frase é tirada de um brinde tradicional irlandês, e seria o título completo do filme &#8220;Antes que o diabo saiba que você está morto&#8221;, do diretor Sidney Lumet.
O filme é uma mistura muito bem urdida do tradicional com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Que você esteja no paraíso em meia hora&#8230; antes que o diabo saiba que você está morto.&#8221;<br />
A frase é tirada de um brinde tradicional irlandês, e seria o título completo do filme &#8220;Antes que o diabo saiba que você está morto&#8221;, do diretor Sidney Lumet.<br />
O filme é uma mistura muito bem urdida do tradicional com o moderno. A trama é clássica: trata-se da história de um crime perfeito que começa a desandar, os erros se acumulam e as reviravoltas se sucedem - ao contrário do que deseja o brinde do título, não há tempo para redenção antes de que o mal tome conta do cenário. A forma narrativa, contudo, faz referência a um estilo mais moderno, indo de Pulp fiction a Snatch - porcos e diamantes: volta no tempo, muda o ponto de vista, adianta-se novamente, para aos poucos, e de forma proposital, nos mostrar o quadro completo do assalto frustrado. Com nossa curiosidade instigada com muita inteligência pelo diretor descobrimos devagar que nada é exatamente o que pensávamos no começo e que há muito, muito mais do que o vil metal por trás do desenrolar dos fatos.<br />
Philip Seymour Hoffman, Ethan Hawke, Albert Finney e Marisa Tomei estão todos muito bem no filme, dando a impressão que o Lumet conseguiu tirar o melhor de cada um em cada cena.<br />
É daqueles filmes que poucos verão - mas que seguirá sendo visto por muitos anos.</p>
<p><code>Daniel Martins de Barros</code>
</p>
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		<title>A Praga Escarlate</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 02:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Literatura</category>

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		<description><![CDATA[Livro breve de Jack London, A praga escarlate (Editora Conrad) traz um velho narrador numa Califórnia do futuro, contando aos netos como o mundo foi assolado por uma estranha doença, que matava as pessoas em minutos, deixandos seus rostos vermelhos - daí o nome da praga, &#8220;escarlate&#8221;.
Tem algo de Ensaio sobre a cegueira, do José [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Livro breve de Jack London, A praga escarlate (Editora Conrad) traz um velho narrador numa Califórnia do futuro, contando aos netos como o mundo foi assolado por uma estranha doença, que matava as pessoas em minutos, deixandos seus rostos vermelhos - daí o nome da praga, &#8220;escarlate&#8221;.<br />
Tem algo de Ensaio sobre a cegueira, do José Saramago, na mesma direção mas em sentido contrário: em vez de segregarem os que estão doentes, aqui são os saudáveis que se isolam num prédio, criando um microcosmo.<br />
Parte da mesma coleção do livro Planolândia, já comentado aqui, tais leituras ligeiras podem dar a impressão de falta de fôlego ou paciência para explorar mais seus temas, mas não nos enganemos: essas são obras daquelas que não terminam quando fechamos o livro; sua leitura vai muito além de suas páginas.</p>
<p>Daniel Martins de Barros
</p>
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		<title>A Ponte - reflexões sobre o suicídio</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Sociedade</category>

		<category>DVD</category>

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		<description><![CDATA[Não sei está em todas as locadoras, mas nas principais já pode ser encontrado o documentário &#8220;A Ponte&#8221;, de Eric Steel.
Inspirado num artigo publicado na The New Yorker (Jumpers) sobre os suicidas que pulam da Golden Gate Bridge, em São Francisco, na Califórnia, o diretor passou o ano de 2004 filmando diuturnamente a ponte mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei está em todas as locadoras, mas nas principais já pode ser encontrado o documentário &#8220;A Ponte&#8221;, de Eric Steel.<br />
Inspirado num artigo publicado na The New Yorker (<a href="http://www.newyorker.com/archive/2003/10/13/031013fa_fact">Jumpers</a>) sobre os suicidas que pulam da Golden Gate Bridge, em São Francisco, na Califórnia, o diretor passou o ano de 2004 filmando diuturnamente a ponte mais fotografada dos Estados Unidos. Ao longos dos 12 meses 24 pessoas suicidaram ali. Alguns dos saltos aparecem, explícitos, no documentário.<br />
Mas o filme está longe de ser uma versão moderna de As faces da morte. Trata-se, na verdade, de uma investigação sobre o sofrimento e a dor - mental e existencial - tanto dos que foram como dos que ficaram. Nas longas entrevistas com familiares e amigos de alguns dos suicidas, com testemunhas de saltos, com um sobrevivente, com o fotógrafo que impediu uma moça de pular surge uma infinidade de afetos, muitas vezes contraditórios, ora impelindo ora freando os saltos.<br />
Um dos pontos que mais chama atenção, acredito, é a diferença notória entre os depoimentos dos amigos e familiares e dos desconhecidos e testemunhas casuais. Nota-se claramente um ar de resignação, ainda que marcada por uma dor surda, por parte daqueles que conviviam com os suicidas, enquanto os desconhecidos demonstram maior indignação com o fato, mesmo que não transpareçam sofrimento genuíno.<br />
Contraditório? Não necessariamente.<br />
Normalmente pensamos o suicídio de forma abstrata, como um ato extremo de desesperança. E assim, à distância, o problema nos causa estupefação. Mas, como o filme mostra, aqueles que conviveram com os suicidas normalmente acompanharam sua caminhada paulatina e inexorável rumo ao desespero, e, como diz uma senhora, trata-se de um pequeno passo para empatizar com eles. Sofrem mais, mas entedem melhor.<br />
Talvez seja também um esforço de racionalização, já que ver a situação como inevitável alivia possíveis sentimentos de culpa que os mais chegados pudessem alimentar. Mas afinal, afora os casos de doenças psiquiátricas potencialmente tratáveis, talvez esse desenlace fosse mesmo inevitável, o que só pode imaginar quem efetivamente participou da vida dos que pularam.<br />
Em suma, é um filme pungente, mas um excelente exercício de empatia.</p>
<p>Daniel Martins de Barros
</p>
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		<title>CQC - Ainda não pegou</title>
		<link>http://blog.institutobemestar.com.br/2008/04/13/cqc-ainda-nao-pegou/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 23:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Sociedade</category>

		<category>TV</category>

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		<description><![CDATA[Custe o que Custar, CQC para os iniciados, é o novo programa da TV Band, que vai ao ar às segundas-feiras, 22h30.
Com formato importado da Argentina, no Brasil é apresentado por Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque, recheado com conteúdo nacional.
A bem vinda proposta de mesclar jornalismo com humor aparentemente ainda não encontrou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Custe o que Custar, CQC para os iniciados, é o novo programa da TV Band, que vai ao ar às segundas-feiras, 22h30.<br />
Com formato importado da Argentina, no Brasil é apresentado por Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque, recheado com conteúdo nacional.<br />
A bem vinda proposta de mesclar jornalismo com humor aparentemente ainda não encontrou o tom - apesar de alguns bons momentos, na maior parte do tempo nem o jornalismo esclarece nem o humor diverte. Os apresentadores e repórteres, oriundos em grande parte do teatro e do <em>stand-up comedy</em>, parecem ainda deslocados na função jornalística e não conseguiram acertar a mão na ironia, quer no estúdio ao vivo ou nas reportagens de rua.<br />
Mesmo a idéia de fazer entrevistas com &#8220;humor inteligente&#8221; não se concretizou por enquanto, pois depois da primeira pergunta ao entrevistado, normalmente ligada a um fato de repercussão - o que é supostamente responsável pelo aspecto inteligente - a conversa caminha para o esculacho, aproximando o programa a um pastiche do Pânico.<br />
É cedo para dizer que deu errado, mas está claro que, para sobreviver, o CQC terá que ajustar melhor o balanço entre riso e seriedade.
</p>
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		<title>Juno, sobre meninos e lobas</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 17:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category>Cinema</category>

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		<description><![CDATA[Depois do sucesso de Pequena Miss Sunshine, que rendeu o artigo mais visitado desse blog até hoje, esse ano foi a vez de Juno, dirigido por Jason Reitman (do excelente Obrigado por fumar), ser a surpresa do ano - vários paralelos existem: são ambos filmes simples, com baixo orçamento, despretensiosos, que por meio da comédia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do sucesso de Pequena Miss Sunshine, que rendeu o artigo mais visitado desse blog até hoje, esse ano foi a vez de Juno, dirigido por Jason Reitman (do excelente Obrigado por fumar), ser a surpresa do ano - vários paralelos existem: são ambos filmes simples, com baixo orçamento, despretensiosos, que por meio da comédia tocam temas sérios. Mais ainda, ambos foram indicados em 4 categorias do Oscar cada um: Miss Sunshine para melhor filme, roteiro original (Michael Arndt), ator (Alan Arkin) e atriz (Abigail Breslin) coadjuvantes, levando ator coadjuvante e roteiro, enquanto Juno foi indicada para melhor filme, direção, atriz coadjuvante (Ellen Page) e roteiro original (Diablo Cody), com o qual foi laureado.<br />
A trama conta o desenrolar de uma gestação indesejada da adolescente Juno, que decide entregar o filho numa adoção combinada para um casal rico que encontra nos classificados. Entremeado com muitas piadas bem sacadas nos diálogos e nas situações está escondido o tema do filme: a maturidade. Mais especificamente, a maturidade feminina diante dos eternos garotos que são os homens: ao lado do adolescente que se deixa levar pelas circunstâncias, do marido inseguro e do pai bonachão encontramos a adolescente determinada, a esposa decidida e a madrasta enérgica. Diante dos dilemas da existência, da insegurança que é viver, enquanto eles hesitam, elas agem.<br />
Não sei se era o tema central do filme, mas foi o que me chamou atenção. Coincidência ou não, o roteiro foi escrito por uma &#8220;recém-escritora&#8221;que até há pouco era stripper (por opção, e não falta de) e que recebia todo apoio do namorado em sua profissão. Com certeza não é só de Juno que o filme está falando.
</p>
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		<title>Onde os fracos não têm vez</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 21:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Cinema</category>

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		<description><![CDATA[Onde os fracos não têm vez será o grande vencedor do Oscar. Aposto.
O filme é da dupla incensada dos irmãos Cohen - que conseguem fazer cinema independente no main stream e que, quando não erram feio, acertam de mão cheia.
Baseado no livro &#8220;No coutry for old men&#8221;, de Corman Macarthy, conta a história de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Onde os fracos não têm vez </strong>será o grande vencedor do Oscar. Aposto.<br />
O filme é da dupla incensada dos irmãos Cohen - que conseguem fazer cinema independente no main stream e que, quando não erram feio, acertam de mão cheia.<br />
Baseado no livro &#8220;No coutry for old men&#8221;, de Corman Macarthy, conta a história de um psicopata (papel desempenhado com brilho por Javier Barden), frio e insensível e de sua profissão, bastante condizente com sua personalidade - matador de aluguel.<br />
A indignação do xerife antigo (Tommy Lee Jones) diante dos tempos modernos, onde a brutalidade está fora de qualquer explicação possível, dá o tom do filme, e os Cohen sabem como levar a platéia a partilhar do sentimento de falta de sentido na violência que retratam.<br />
É uma barbada. Quer apostar?</p>
<p><em>Daniel Martins de Barros</em></p>
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		<title>Para ver no Carnaval</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 10:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Cinema</category>

		<category>DVD</category>

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		<description><![CDATA[Para a maioria silenciosa dos brasileiros que não gosta de ver os desfiles das escolas de samba no Carnaval, vai a dica - até o começo de fevereiro deve sair em DVD o filme No vale das sombras, de Paul Haggis, com Tommy Lee Jones, Charlize Teron, Susan Sarandon.
Nos últimos anos Haggis tem se envolvido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para a maioria silenciosa dos brasileiros que não gosta de ver os desfiles das escolas de samba no Carnaval, vai a dica - até o começo de fevereiro deve sair em DVD o filme <strong>No vale das sombras</strong>, de Paul Haggis, com Tommy Lee Jones, Charlize Teron, Susan Sarandon.<br />
Nos últimos anos Haggis tem se envolvido apenas com grandes roteiros: escreveu ou dirigiu Menina de ouro, Crash, Cartas de Iwo Jima, A conquista da honra, Cassino Royale - todos figurando entre os principais indicados ao Oscar em seus anos.<br />
Esse mais recente <strong>No vale das sombras </strong>é uma de suas obras mais engajadas: trata-se de uma peça de propaganda antiguerra que dá seu recado mostrando a devastação psicológica causada pelo campo de batalha, capaz de inverter valores e transformar bons meninos nos monstros que vemos denunciados por tortura e maus-tratos nos noticiários internacionais. A bandeira americana hasteada no final do filme ilustra o que a pátria tem feito com seus filhos.<br />
O filme está saindo de cartaz sem grande sucesso no Brasil, mas deve estar entre os oscarizáveis de 2008, possivelmente acelerando seu lançamento em DVD a tempo de nos salvar dos intermináveis desfiles&#8230;</p>
<p><code>Daniel Martins de Barros</code></p>
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		<title>Trabalho duro e recompensa</title>
		<link>http://blog.institutobemestar.com.br/2007/12/17/31/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 22:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Cinema</category>

		<category>Arte</category>

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		<description><![CDATA[Depois de estar entre os últimos colocados em diversas competições mundo afora - em matemática, leitura, corrupção - neste mês o Brasil foi campeão no concurso de filmes para o Youtube, o Project Direct.
O curta-metragem Laços  (clique para assistir) foi escolhido por voto dos internautas, batendo finalistas do mundo inteiro.
A história utiliza o realismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de estar entre os últimos colocados em diversas competições mundo afora - em matemática, leitura, corrupção - neste mês o Brasil foi campeão no concurso de filmes para o Youtube, o Project Direct.<br />
O curta-metragem <a href="http://youtube.com/watch?v=gl74J-aAnfg">Laços </a> (clique para assistir) foi escolhido por voto dos internautas, batendo finalistas do mundo inteiro.<br />
A história utiliza o realismo mágico para mostrar uma menina que é levada, no dia do velório de seu pai, a refletir sobre os laços que construímos na vida. A opção pela fantasia, a atuação um tanto carregada dos dois jovens, o figurino estilizado, tudo confere ao filme um ar de conto de fadas, de fábula - não é para ser levado a sério em sua forma, mas seu conteúdo remete a verdades profundas, que muitas vezes são mais facilmente encaradas pela via poética.<br />
O ar inocente do filme se completa pela melancólica trilha sonora, composta pela própria protagonista, Clarice (que também compôs a trilha de Lisbela e o Prisioneiro), filha do diretor João Falcão e da roteirista Adriana Falcão, que assina o roteiro de Laços.<br />
O filme não é perfeito, mas seu reconhecimento mundial mostra que conseguiu, no mínimo, condensar criatividade, competência, talento e trabalho duro em pouco mais de seis minutos.</p>
<p><code>Daniel Martins de Barros</code>
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mexa-se</title>
		<link>http://blog.institutobemestar.com.br/2007/11/28/mexa-se/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 21:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel</dc:creator>
		
		<category>Cinema</category>

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		<description><![CDATA[Está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake a exposição Os Cinéticos, concebida pelo Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, de Madrid
Por que vale a pena você sair da sua casa, pegar o carro, dirigir até a Pedroso de Moraes, em Pinheiros, para vê-la?
1 - Porque é grátis, o que elimina uma grande desculpa;
2 - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz no Instituto Tomie Ohtake a exposição Os Cinéticos, concebida pelo Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, de Madrid<br />
Por que vale a pena você sair da sua casa, pegar o carro, dirigir até a Pedroso de Moraes, em Pinheiros, para vê-la?<br />
1 - Porque é grátis, o que elimina uma grande desculpa;<br />
2 - Para conhecer o prédio - por si só uma obra de arte e com grande pujança cultural;<br />
3 - Porque a incorporação do movimento às artes plásticas é uma marca importante da história da arte, com reflexos na comunicação, na publicidade, no seu dia-a-dia;<br />
4 - Porque, dada sua importância histórica, visitando-a nós passamos a conhecer um pouco mais sobre o mundo que nos cerca, e como chegamos até aqui (não temos todos essas dúvidas de vez em quando?)<br />
5 - Porque traz artistas famosos como Duchamp, Dali, Ligia Clark&#8230;<br />
6 - Porque é bela - ao lado da importância, grande motivo para contemplá-la<br />
7 - Porque é divertida - obras que se mexem ou que dão essa impressão normalmente são divertidas.<br />
E finalmente, para poder contar para os amigos, motivação oculta, que, embora inconfessável, está por trás de virtualmente tudo o que se faz nessa vida.<br />
Não perca! (Eu já fui&#8230;)</p>
<p>Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88, Jardim Pinheiros,<br />
Terça a domingo e feriados, 11h às 20h. Grátis. Até 13 de janeiro de 2008.</p>
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